RPTF | VOLUME 11 | ANO IX

Protocolo de Avaliação Orofacial: Revisão e validação da versão 2 (PAOF-2) em crianças dos quatro aos nove anos 

Isabel Guimarães, Paulo Teixeira, Ana Filipa Raimundo, Susana Miguel, Helena Nobre, Mariana Ascensão

 

RESUMO

 

Objetivos: Descrever o processo de revisão do protocolo de avaliação orofacial (PAOF) e determinar a praticabilidade, fidedignidade e validade da segunda versão (PAOF-2). Métodos: Estudo metodológico, observacional e transversal que envolveu duas fases, revisão e validação. A fase de revisão incluiu a análise dos conteúdos do PAOF (dimensões, itens, escala de avaliação e forma de registo) seguido de validação de conteúdo em grupo focal e pré-teste. Na fase de validação, o PAOF-2 foi aplicado, por terapeutas da fala, a crianças com idades entre os quatro e os nove anos. Foram analisadas as propriedades clinimétricas de praticabilidade (tempo de aplicação), fidedig-nidade (consistência interna e acordo intra- e inter-examinadores) e validade (construto, convergente e discriminativa). Resultados: A revisão resultou num instrumento com duas dimensões ‘Estrutura’ e ‘Mobilidade’, 47 itens, escala de cinco pontos e folha de registo. A validade de conteúdo do PAOF foi analisada por 13 terapeutas da fala. A validação realizada em 312 crianças indicou praticabilidade ade-quada (15 minutos de tempo médio de aplicação), consistência interna excelente a boa (Alfa de Cronbach entre 0,94 e 0,77), excelente fidedignidade intra- e inter-examinadores (Coeficiente de correlação intraclasse >0,75), validade de construto (a análise fatorial explora-tória explica 71,4% da estrutura interna do PAOF-2 com 47 itens), boa a moderada validade convergente entre o PAOF-2 e o original e validade discriminativa na dimensão ‘Mobilidade’ de acordo com a idade. Conclusão: O PAOF-2 é um instrumento prático, fidedigno e válido com potencialidade para instrumento de avaliação orofacial de crianças entre os quatro e os nove anos de idade.

Palavras-chave:  Avaliação orofacial; Instrumento de avaliação; Crianças; Validação

DOI:dx.doi.org/11.2181/rptf.2021.11.03


 
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