RPTF | VOLUME 10 | ANO VIII

Práticas e competências de investigação do Terapeuta da Fala em Portugal

 

Ana P. Mendes, Miriam Moreira, David Guerreiro, David Nascimento, Inês Tello Rodrigues, Vânia de Aguiar

 

RESUMO

Objetivos: (i) Caracterizar as competências de investigação dos Terapeutas da Fala (TFs) em Portugal; e (ii) caracterizar as práticas de investigação desenvolvidas pelos TFs em Portugal. 

Métodos: Foi criado um questionário online destinado a TFs com prática clínica em Portugal. O questionário previamente validado por um painel de peritos, pretendeu recolher dados acerca das práticas e competências de investigação percecionados pelos TFs. Participaram 86 sujeitos com uma média de idade de 32 anos. A maioria era detentor do grau de licenciatura e tinha em média 10 anos de experiência. 

Resultados: A carga horária dos TFs foi maioritariamente clínica (59,6%), sendo a investigação científica uma das práticas com menor carga horária dedicada (9,8%). A maioria dos sujeitos reportaram estarem envolvidos em projetos de investigação (53,5%). A recolha de dados foi a fase do processo de investigação em que os TFs estão maioritariamente envolvidos (46,5%). A fase com menor nível de participação foi relativa ao desenho experimental (20,9%). A competência metodológica foi a competência menos dominada, sendo significativamente inferior às competência de revisão científica, análise reflexiva, comunicação científica e teórico-científicas (p<0,05). Os TFs com o grau de mestrado e de doutoramento avaliaram as suas competências de investigação como superiores em relação aos TFs com licenciatura e pós-graduação, constituindo uma diferença significativa (p<0,05). A idade não influenciou o domínio de competências científicas (p>0,05). 

Conclusão: Todos os TFs participam em pelo menos uma atividade científica. Esta encontra-se essencialmente centrada no desenvolvimento de materiais, recolha e processamento de dados, assim como a escrita de artigos. Os resultados obtidos permitem um maior conhecimento das práticas e competências de investigação dos TFs em Portugal, contribuindo para a identificação das áreas de investigação que apresentam maior e menor domínio. 

Palavras-chave:  Práticas de investigação; Competências de investigação; Terapia da fala

DOI:dx.doi.org/10.21281/rptf.2020.10.06 

 
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